As famosas náuseas durante o início da gravidez são perfeitamente normais. No entanto, existe uma forma muito mais grave do desconforto, com sintomas severos e debilitantes, como perda rápida de peso, desnutrição e desidratação. É a hiperêmese gravídica (HG), complicação que ficou conhecida por afetar a duquesa de Cambridge Kate Middleton, e que atinge cerca de 2% das gestantes.

Recentemente um estudo comparou a variação do DNA de gestantes sem náuseas e vômitos, e as que sofrem com HG. Observou-se uma alteração em torno dos genes GDF15 e IGFBP7, associados à complicação. Com a identificação desses genes, que estão envolvidos no desenvolvimento da placenta e desempenham papéis importantes no início da gravidez e na regulação do apetite, pesquisadores passaram a enxergar um caminho para determinar se os níveis de proteína envolvidas podem ser alteradas com segurança na gravidez, reduzindo o problema.

Nossa equipe falou com a pesquisadora Marlena Fejzo, principal autora da pesquisa, para entender um pouco mais sobre o problema e as perspectivas para as gestantes que sofrem com os sintomas.

Por que a hiperêmese gravídica ainda é uma das principais causas de internação das gestantes?

A droga mais eficaz para a HG é a Ondansetrona, mas ela ajuda apenas metade dos pacientes, em média. Por isso este estudo é tão importante. Ele aponta novos caminhos para que melhores opções sejam formuladas, atuando com sucesso na maioria dos casos. Essa é minha maior esperança.

Fonte: msn.com

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