Em qualquer cidade que alguém visite em Minas Gerais uma característica comum e marcante – porque agrada paladares de todo tipo – é a mesa farta de comidas típicas. As famosas combinações do pão de queijo com café, da goiabada com queijo, os doces de frutas e de leite, as geleias e as receitas “de quintal” – frango caipira com quiabo, taioba, ora-pro-nóbis, couve com angu, torresmo, entre outras – são infalíveis: água na boca na certa.

Com o objetivo de projetar para além das nossas fronteiras nacionais, de forma consistente, esse traço indissociável da identidade cultural de Minas, a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) vem realizando missões no exterior, que têm o intuito de exportar a gastronomia mineira. Hoje é uma ação de Governo, dentro do programa +Gastronomia, criado na gestão atual.

Foram nessas expedições internacionais que Davi Charbel levou o nome do Café Salomão, da cidade de Manhuaçu, no Território Caparaó, para a Ásia e Europa, no ano passado (2017).

O sócio proprietário da empresa cafeicultora participou das missões internacionais organizadas pelo Indi, que levaram empresários da gastronomia, produtores de bebidas e alimentos, além de chefs de cozinha, para duas das maiores feiras do ramo no mundo: Sial, na China, e Anuga, na Alemanha.

“Levei os cafés especiais no intuito de promover a exportação desse produto com valor agregado. Foram viagens muito frutíferas, pois nos colocaram em contato com os grandes importadores de alimentos e bebidas do mundo. A função do Indi, como ponte, é extremamente facilitadora para negociações, uma vez que a instância do poder público é como uma chancela da qualidade dos nossos produtos”, ressalta Davi Charbel.

As missões são divididas em duas etapas: uma com foco profissional, nas feiras e rodadas de negócios; outra nos jantares, onde os chefs é que estão em evidência. Nestes encontros, para valorizar os produtos levados pela comitiva, são eles os ingredientes dos pratos servidos.

Davi Charbel destaca também outro destino importante da expedição, em Amsterdã, Holanda. Lá, a viagem serviu para conhecer a infraestrutura logística da Holanda no tocante à importação de alimentos e bebidas. O país europeu é como se fosse a porta de entrada do continente, e apresenta, ao mesmo tempo, pouca burocracia e segurança.

A comitiva visitou as universidades holandesas que se dedicam fortemente à pesquisa e desenvolvimento no setor de alimentos e bebidas. Há um investimento amplo do país em segurança alimentar, tecnologia, saúde e nutrição.

“O processo de internacionalização das empresas é difícil. Especialmente para as pequenas e médias. Esse tipo de missão, organizada pelo Governo de Minas Gerais, é um facilitador muito grande para quem pretende exportar, porque queima etapas, além de um momento de preparação. Nós, empresários, teríamos muito dificuldade de participar desses eventos sozinhos”, diz Charbel.

 

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