O inverno é o período do ano mais propício para se soltar pipas – brincadeira popular entre crianças e adolescentes de todo o país – devido às características dos ventos dessa estação. Contudo, a prática deve ser acompanhada de perto pelos pais e responsáveis para não trazer riscos à segurança da população. Neste ano, até maio, essa brincadeira já foi responsável por 691 interrupções do fornecimento de energia elétrica na área de concessão da Cemig, o que prejudicou mais de 250 mil unidades consumidoras, residenciais e comerciais.

 

O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores – é um dos principais causadores dos desligamentos, pois rompem os cabos quando entram em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos-circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

 

Segundo o engenheiro eletricista Demetrio Venicio Aguiar, da Cemig, alguns procedimentos devem ser adotados para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia durante a brincadeira. “As pipas devem ser empinadas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais se usa fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa, não se pode tentar resgatá-la”, orienta.

 

Demetrio ainda alerta sobre os riscos de um tipo de cabo cortante feito em escala industrial, chamado de “linha chilena”, que, por ser um produto industrial, é mais perigoso que o cerol. Tanto o cerol quanto a “linha chilena” pode causar acidentes graves com as pessoas que os manipulam e também ocasionar acidentes com terceiros, especialmente motociclistas.

 

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