Cuidar da saúde é importante durante todo o ano. Em fevereiro, mês do Carnaval, no entanto, é importante reforçar alguns cuidados especiais. Com essa finalidade, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança a Campanha “A Folia Fica Completa Com Camisinha”.

A coordenadora do Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Jordana Costa, explica que o objetivo da campanha é focar na prevenção combinada das ISTs oferecendo informações adequadas, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce. “É fundamental conscientizar os foliões acerca da prevenção, com orientações para toda a população e distribuição de preservativos”, diz.

Jordana ressalta que, além da campanha, a Coordenação Estadual de ISTs/AIDS e Hepatites Virais também desenvolve ações de prevenção e assistência aos pacientes com infecções sexualmente transmissíveis, a fim de diminuir o número de novos casos e aumentar o diagnóstico precoce dessas doenças, melhorando, desse modo, a qualidade de vida e o acesso aos serviços de saúde.

A Folia Fica Completa Com Camisinha

A campanha da SES-MG para o Carnaval 2018 será veiculada em todo o estado de Minas Gerais a partir desta terça-feira (6/2) e terá como público prioritário todos os homens e mulheres acima de 14 anos. Serão veiculadas em cerca de 400 emissoras de rádio do estado mensagens de conscientização para prevenção contra as ISTs e também sobre a importância sobre a testagem no pós-carnaval. Haverá ainda publicações nos perfis das redes sociais da SES-MG ao longo do mês de fevereiro.

Também vão ser distribuídas, para as 28 Regionais de Saúde do Estado, um total de 7.126.704 unidades de preservativos masculinos. “Além disso, recebemos um quantitativo de 191.000 unidades de camisinhas de serviços parceiros, totalizando 7.317.704 preservativos masculinos, que serão distribuídos em todo o estado de Minas Gerais”, afirma Jordana Costa.

 

HIV em Minas Gerais

Em Minas Gerais, entre 2010 a 2018 (até o momento), foram notificados 30.276 casos de HIV/Aids. A maior concentração de casos de HIV/Aids no estado está na faixa etária de 20 a 34 anos. Essa predominância na faixa etária mais jovem está ligada a diversos fatores, entre eles a baixa idade das primeiras relações sexuais, a variabilidade de parceiros, a falta de prevenção e o uso de drogas ilícitas.

 

Crescimento da sífilis

Considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a sífilis vem avançando não só em Minas Gerais como em todo o país. Esse crescente aumento pode ser atribuído a alguns fatores, dentre eles a redução do uso de preservativos femininos e masculinos nas relações sexuais e a resistência de alguns profissionais de saúde em administrar a penicilina benzeatina.

“É importante ressaltar que uma pessoa infectada pode permanecer sem sintomas por muitos anos, transmitindo a doença durante todo esse tempo, o que dificulta o diagnóstico precoce,”, pontua Jordana Costa.

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