Não falar sobre o assunto. De uma forma geral, essa ainda é a escolha feita por milhares de homens no Brasil quando o tema é o exame de toque retal, principal fator de prevenção ao câncer de próstata. O preconceito e o descuido com a saúde é o que impede o diagnóstico precoce da doença, que tem 90% de chances de cura quando descoberta no início. Neste mês, marcado pela campanha ‘Novembro Azul’, que busca ampliar está conscientização, o oncologista do Centro Oncológico do Triângulo, Dr. Fernando Maciel, destaca a importância de os homens estarem mais atentos à saúde preventiva.

 

Com estimativa de surgimento de 68.220 novos casos até o fim de 2018, o câncer de próstata é considerado o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que aponta ainda que 95% dos homens ainda tem preconceito com o exame de toque retal. Associado à dosagem de PSA no sangue, o exame preventivo pode identificar a doença em fase inicial, aumentando as chances de cura.

 

Para o oncologista do COT, Dr. Fernando Maciel, é preciso desmistificar o preconceito e ampliar a conscientização dos homens no cuidado com a saúde preventiva. “De forma geral, os homens se cuidam menos e, na maioria dos casos, só procuram o atendimento médico quando apresentam problemas mais graves. A maior parte dos diagnósticos de câncer de próstata são descobertos já em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. Por isso, é importante que a família participe desta conscientização para que o homem tenha o hábito de realizar exames preventivos e cuide melhor da saúde”, destaca o oncologista.

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